"O objetivo é claro: recuperar de forma eficiente e assegurar a gestão rigorosa de fundos públicos, reforçando a nossa capacidade de financiar a economia com impacto."
Marco Monteiro, Diretor Coordenador de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, BPF
A gestão de crédito é a primeira linha de resiliência do sistema financeiro.
Assente em duas frentes fulcrais – acompanhamento e recuperação — é uma área fundamental em qualquer instituição financeira.
Nos bancos comerciais, acompanhar e recuperar crédito significa prevenir incumprimentos, reduzir perdas e gerir de forma rigorosa provisões, imparidades e NPL (Non Performing Loans). Quando esta disciplina funciona, são reforçados resultado e balanço, permitindo ganhar capacidade de financiamento da Economia.
Num banco promocional como o Banco Português de Fomento, onde o objetivo não é a maximização do lucro, a ambição é ainda mais clara: assegurar a sustentabilidade e proteger os fundos públicos. Uma cultura de prevenção, proximidade e rigor de crédito traduz-se em mais projetos viáveis, maior impacto e confiança duradoura.
É assim que conjugamos missão pública com prudência, garantindo que cada euro investido chega mais longe.
O grupo Banco Português de Fomento tem em curso um plano estratégico que prevê um forte investimento na área de acompanhamento e recuperação de crédito. É uma aposta decisiva para reforçar a resiliência e garantir sustentabilidade.
A tecnologia será o motor da mudança, permitindo elevar a capacidade preventiva, otimizar processos, reforçar compliance e suportar decisões mais informadas, com impacto operacional mensurável e melhoria da experiência de todas as partes. Destaca-se a implementação de um novo early warning system, que irá permitir um acompanhamento robusto e a antecipação de incumprimentos.
Na recuperação de crédito, a adoção de inteligência artificial (IA) assume-se como pilar transformacional: a utilização de algoritmos de aprendizagem automática permitirá o desenvolvimento de modelos preditivos e soluções à medida para cada cliente; a utilização de agentes de IA permitirá a automatização de tarefas repetitivas, permitindo maior disponibilidade das equipas para as atividades de maior valor acrescentado.
O recurso à comunicação multicanal, aliada a propostas especializadas pela segmentação de clientes, permitirá um aumento da eficácia das interações e melhoria nas taxas de recuperação.
A integração de IA em qualquer instituição traz ganhos exponenciais de produtividade e escala, no entanto traz igualmente enormes desafios, exigindo por isso, governança rigorosa. O Regulamento da Inteligência Artificial da UE coloca a aplicação de IA em contextos financeiros na categoria de alto risco, pelo que se torna imprescindível a existência de supervisão humana, rastreabilidade e capacidade de entendimento dos modelos, assim como monitorização contínua, com padrões rigorosos de qualidade de decisão.
Com estes investimentos, procuramos ganhos consistentes de eficiência operacional, escalabilidade, aumento do tempo das equipas dedicado às soluções para os clientes, maior rapidez e consequente melhoria das taxas de recuperação, bem como a redução de NPL.