"A transformação digital do Banco Português de Fomento (BPF) não se pode medir através do número de sistemas, aplicações ou ferramentas que são implementadas. Mede-se através dos níveis de adoção e monitorização dos ganhos de eficiência que novas soluções trazem. A tecnologia é o que nos habilita, mas as pessoas são quem entrega valor real, todos os dias."
David Branco, Diretor Coordenador de Tecnologias de Informação, BPF
No BPF, a transformação tecnológica não é um fim, mas sim o meio para atingir impacto económico, reforçar a confiança das empresas e melhorar a execução de políticas públicas.
Mas, por detrás de cada sistema modernizado, processo digitalizado ou solução inovadora, estão equipas que trabalham incansavelmente, aprendem, adaptam-se e procuram entregar valor de forma mais eficiente. Por isso, quando falamos de transformação digital, falamos inevitavelmente de pessoas.
No último ano, o BPF iniciou uma jornada de renovação tecnológica. Adotamos modelos de desenvolvimento mais modernos e ágeis e introduzimos novas ferramentas que permitem construir aplicações de forma mais rápida, segura e colaborativa. Esta evolução tecnológica será essencial para responder a inúmeros desafios: integrar melhor com a banca comercial, simplificar processos de financiamento, aumentar a rastreabilidade, reforçar a segurança e elevar a qualidade dos dados que suportam a tomada de decisão.
Mas, nenhuma tecnologia, por mais avançada que seja, gera impacto se não for adotada, compreendida e utilizada pelas equipas que todos os dias trabalham na organização. A verdadeira transformação acontece quando as pessoas veem valor na mudança, e quando a tecnologia se coloca efetivamente ao serviço do seu trabalho, não para complicar, mas para simplificar.
É por isso que acreditamos que o caminho para o sucesso reside na criação de equipas multidisciplinares, na capacitação contínua e na colaboração próxima entre a área de tecnologia e as áreas de negócio, comercial conformidade, risco, jurídica, etc., envolvendo desde o primeiro dia o que serão os futuros utilizadores e stakeholders das novas soluções.
As linhas orientadoras são simples:
- Garantir foco na jornada do cliente, seja o utilizador um colaborador do grupo BPF, uma empresa ou a banca comercial
- Investir na automatização de processos e decisões recorrendo à configuração e criação de regras automáticas e/ou com recurso a soluções de inteligência artificial
- Garantir a reutilização de componentes e produtos por forma a darem resposta a diversos casos de uso
- Privilegiar a centralização dos dados e disponibilidade dos mesmos para todo o ecossistema aplicacional, respeitando obviamente a confidencialidade dos mesmos e os níveis de acesso dos utilizadores
- E por último, garantir segurança e rastreabilidade dos dados
O que determinará o nosso sucesso será sempre a capacidade de mobilizar talento, estimular inovação e criar condições para que cada equipa possa fazer melhor o que já faz bem. O futuro do BPF será cada vez mais digital, mas continuará a ser profundamente humano. Mais do que tecnologia, são as pessoas que fazem avançar o BPF. É com elas e para elas que queremos e estamos a construir o futuro.