BPF acelera execução dos programas de capital
Notícia . 2025-08-19
Ao ECO, Gonçalo Regalado, CEO do Banco Português de Fomento, revelou confiança na boa execução e a possibilidade de reforço dos programas de capitalização, geridos pelo BPF no âmbito do Fundo de Capitalização e Resiliência (FdCR).
"Tenho a firme convicção que, um, não haverá cortes e, dois, haverá reforços”, afirmou.
A decisão inicial de retirar 450 milhões de euros aos programas de capital do FdCR para financiar as linhas de garantia BPF InvestEU, estava dependente da execução dos programas. Face à melhoria expressiva nos resultados e à previsão de o BPF poder vir a receber reforços de verbas adicionais do PRR, esta decisão poderá agora ser revertida.
"À medida que vai passando o tempo, teremos acesso a dotações adicionais do próprio PRR, que permitirão compensar estes 450 milhões e provavelmente até reforçá-los”, disse o CEO, e acrescentou "Cada euro que pudermos passar do PRR do Estado para o PRR das Empresas é um euro bem-vindo".
O BPF gere quatro programas de capitalização do FdCR — dois de investimento direto e dois de investimento indireto — com uma dotação global de 1.300 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A execução tem vindo a ganhar ritmo, com destaque para o desempenho das Sociedades de Capital de Risco.
"No primeiro semestre, fizeram o dobro do que tinham feito nos últimos dois anos. Foi possível multiplicar a velocidade por quatro”, disse Gonçalo Regalado.
A meta é clara: assegurar que as 23 sociedades de capital de risco contratadas executem com impacto até dezembro de 2025, uma vez que os prazos não foram prorrogados. Apenas o reforço de dotação, conseguido no âmbito da reprogramação, poderá ser executado até final de junho de 2026.
"A nossa expectativa é que estas 23 sociedades de capital de investimento executem bem, com impacto e com capacidade de entregar resultados, em particular até dezembro de 2025”, referiu.
Admitiu ainda não ter de recorrer ao corte dos programas de capitalização para financiar o Member State Compartment do InvestEU se conseguir "receber verbas adicionais de soluções” que estão "a fazer com parcerias com outros países”. "O Banco não tem de receber só fundos de natureza pública ou europeus”, acrescentou.
Programas FdCR no âmbito do PRR: Execução a 14 de agosto

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